O que são adoçantes dietéticos?

Presente dos deuses para quem não pode consumir açúcar, como os diabéticos, os adoçantes mais comuns no Brasil são quatro: aspartame, ciclamato, estévia e sacarina. Desses, apenas a estévia é natural – o restante é feito de compostos sintéticos. “A estévia é retirada de uma folha nativa do Paraguai que contém de 5% a 10% de esteviosídeo, a substância adoçante”, explica o professor Eidiomar Angelucci, coordenador do curso técnico de alimentos do Senai Ponte Preta, em Campinas, SP. “Ele é 250 vezes mais doce que o açúcar.” A sacarina é uma substância obtida de derivados de petróleo e adoça entre 250 e 500 vezes mais que o açúcar. O ciclamato também vem do petróleo. Seu poder de adoçar é menor que os demais edulcorantes, entre 30 a 60 vezes o do açúcar. Já o aspartame é um produto sintético obtido da composição de dois aminoácidos (ácido aspártico e fenilalanina) e adoça 200 vezes mais que o açúcar.

Ele não pode entrar em receitas de bolo que vão ao forno porque esses aminoácidos, se aquecidos, se dissociam e ficam amargos. Mas não é só. “Dissociados, esses componentes são tóxicos”, diz a pesquisadora Glaucia Maria Pastore, da Universidade de Campinas (Unicamp).